O que você perde por ter medo?

Muitos que já conversaram comigo já ouviram uma frase que costumo repetir “comportamento é uma estrutura estável, ou seja, se repete”.

Parte de minha missão de vida, é auxiliar as pessoas a serem a melhor versão delas. Novamente reforço que por questões de ética e respeito, não comento detalhes de atendimentos de meus clientes. Por isso o texto é sobre minha experiência.

Neste final de semana eu pude ser “coach dentro da água” 🙂 . Estava na operação de mergulho e havia uma aluna que não estava conseguindo fazer seus exercícios do curso porque estava com medo. O acaso fez com que eu estivesse disponível na superfície. Me foi solicitado ficar um pouco com ela e revisar a famigerada máscara que entrava água no nariz e deixava a aluna nervosa e com medo. Como eu não estava mais com equipamento de mergulho, não poderia levar ela para baixo da água, mas podia ficar com ela na superfície.

Voltando para o tema de o comportamento é uma estrutura estável, ou seja, ele se repete, quando cheguei ao lado dela, me apresentei, fiz brincadeira para descontrair e disse que ia ficar com ela. Perguntei o que estava incomodando ela. Ela me contou “metade” da vida dela em 1 minuto 🙂 . Ela me falou da máscara (que estava perfeitamente colocada) entrava água no nariz e que ela já tinha se afogado no passado, que tinha medo da água e que estava ali porque o namorado queria que ela mergulhasse com ele na viagem que fariam.  Bem, foi fácil definir o ponto A e o ponto B.

Conversei com ela, expliquei o que eu ia fazer, o contato físico que eu teria com ela segurando ela sempre (isso faz muita diferença para quem tem medo), revisamos a máscara, revisamos o regulador “com pouco ar” (regulador é por onde se respira no mergulho), revisamos o cenário em que ela estava. Primeira tarefa: colocar o rosto na água para ver o que ocorria. Primeiro resultado: uns 10 segundos na água. “Entra água, tem pouco ar!!!!”. Por vezes se atua como mentor, quando se tem mais experiência e mais conhecimento e se repassa esse conhecimento e essa solução e lá fui eu. O regulador estava ótimo, mas eu mexi nele mesmo assim e mudei um ajuste, muito mais efeito psicológico do que de fato. Também mostrei como se ajusta a posição do regulador na boca para não tirar a máscara do lugar por causa dele. Como desenvolvedora de pessoas, preciso resolver problemas com elas. Propus trocar a máscara dela pela minha, que era um pouco menor. Segunda tarefa: repetir e colocar o rosto na água. Resultado: não sei quanto tempo ela ficou na água. Viu os cardumes que passavam, respondeu com sinais o que eu perguntava com sinais, ou seja, estava tranquila e consegui curtir e responder ao que era pedido.

Como coisas boas acontecem com quem corre o risco de se desenvolver, não é que apareceu uma tartaruga perto de onde estávamos? Ouvi o pessoal avisando sobre a tartaruga (eu amo tartarugas, assim como quase todo mergulhador 🙂 ). Sinalizei para a aluna pedindo para ela tirar a cabeça da água. Ela saiu da água com um suuuuuuper sorriso e nem de perto a cara de medo que tinha antes. Eu nem perguntei e ela disse que não tinha água na máscara e que o ar fluía bem (será que a calma ajudou?! Hehehe). Perguntei a ela “quer ver uma tartaruga? ” … pra que … imagina olhinhos brilhando dentro de uma máscara de mergulho. Apontei para onde íamos, e pedi para bater perna e colocar o rostinho na água que eu ia levar ela para ver a tartaruga. Uma linda tartaruga verde juvenil, que não estava nem aí para nossa presença e nadava perto da superfície. Nadamos calmamente (e euforicamente) por alguns minutos com ela, com direito a foto e tudo, até que cedemos a vez para outros mergulhadores. A aluna tirou a cabeça da água muito, muito feliz em ter tido a chance de ver. Eu ainda brinquei com ela “seus colegas de curso vão te odiar, porque você tem foto com a tartaruga e eles não”. Ela riu e estava feliz de vencer um medo (ou parte dele) e ser recompensada.

Perguntei para ela como ela estava (como se fosse preciso né, entretanto, é um passo importante para a tomada de consciência e ganho de confiança). Ela disse que estava ótima e agradeceu por eu estar ali ajudando ela. Até então, eu estava segurando ela o tempo todo, ou seja, a um braço de distância ou menos. Olhei para ela e disse, bom, se está tudo bem, você tem mais uma missão: você vai nadar até o barco sozinha, com a cabeça na água. “Eu estarei ao seu lado, e não estarei segurando você. Se você precisar de mim, estarei aqui e tenho certeza que você consegue”. Papel do coach: checar o progresso, definir em conjunto a atividade e apoiar. Bom, mau terminei de falar e lá foi ela. Só tive que corrigir a rota no final porque ela ia para Florianópolis e não para o barco, mesmo assim, sem encostar, só com sinais, ou seja, ela estava atenta, tranquila e responsiva. Saiu da água com um super sorriso, agradeceu, pediu desculpas por me “ocupar”. Disse para ela que minha função é ajudar as pessoas e que fiquei feliz pela confiança e pela conquista dela (afinal, foi ela que fez, eu só dei uma ajudinha). Ela subiu no barco e ainda disse para uma outra moça que estava com medo de entrar na água “vai com ela, ela é maravilhosa!!”. Além de estar disposta e confiante para refazer seus exercícios do curso no dia seguinte.

Várias coisas que fiz são ações comuns a instrutores de mergulho, entretanto, o que acredito ter feito diferença, foi a conexão que estabeleci com ela.  Se ela continuará a mergulhar, não sei dizer, mas posso garantir que agora ela sabe que consegue, a diferença é se ele quer, o que também conversamos. 🙂

Amo o que faço, amo minha missão e agradeço as oportunidades de praticar elas, seja em terra, seja no mar 🙂

Quando vejo uma situação como a dessa aluna, sempre penso o que se perde por ter medo? E como superar ou diminuir medos pode ser simples. E você o que está perdendo por causa de seus medos?

Mergulho em Bombinhas - Superar Medo

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Como fazer as pessoas acreditarem em si, se eu não acreditar em mim? Não tem como

Como fazer as pessoas acreditarem em si, se eu não acreditar em mim? Não tem como. Como resolver isso? Me desafiando.

Minha vida como profissional de coach e gestão de pessoas, os desafios são enormes, e, muitas vezes, são difíceis de mostrar para quem não conhece os bastidores, ou mesmo, não podem ser abertamente comentados por questões de sigilo e ética profissional, pois, como trabalho desenvolvendo pessoas e organizações, não posso (e nem devo) comentar dados sigilosos. Como enfrentar conflitos, como resolver dilemas em organizações e dilemas de vida. Como lidar com medos. Tenho certeza que nem eu, nem você gostaria de ver esses dados publicados, não é?!

Por esses motivos, o que posso comentar abertamente, é de minha “outra vida” ou, minha vida na água.

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Muitos me perguntam: “por que duas vidas tão diferentes? ” Eu respondo “as vidas são iguais, só os meios é que são diferentes” (no caso os meios são literais: terra e água). Muitas das coisas que emprego nos mergulhos, vieram de minha vida profissional: controle emocional, planejamento, cuidado, segurança, metas, superação de limites e de desafios e, principalmente, muito amor e muita paixão.

Minhas vidas de água e terra caminhão juntas, só me fortaleço em uma porque me fortaleci na outra. É mais uma especialidade de mergulho, é mais uma centena no número de imersões, é mais um território conquista, são mais fotos que são curtidas, copiadas, gravadas, impressas, guardas, …, é mais tempo ou mais profundidade em apneia. As conquistas na água são acompanhadas de mesmos paralelos em terra.

Como por motivos éticos e de sigilo, não posso compartilhar detalhes e vitorias das conquistas como coach e profissional de gestão de pessoas (e têm sido muitas 🙂 ), quero compartilhar o paralelo de minha vida de água. Neste final de semana, eu venci mais uma barreira para mim e “cravei” uma bandeira mais fundo no mar. Conquistei os -18m em apneia (mergulho só com o ar dos pulmões), me permitindo ser certificada nível 2 pela AIDA (Associação Internacional de Desenvolvimento da Apneia). Para alguns pode parecer uma pequena conquista, não tem problema, pois a métrica do sucesso é interna e, para mim, é uma conquista enorme.

Como isso aconteceu? Muito plano, muito treino, muita vontade. Uma rede de apoio (e torcedores) e uma grande mestre. Nada disso ocorria sem uma condição básica: minha decisão em fazer!! De sair de um ponto A para um ponto B de desenvolvimento e habilidades.

Um belo dia eu decidi desenvolver uma habilidade para suportar minha vida na água: a apneia. Eu sempre me achei ruim nesta habilidade e, como passo muito tempo na água e não tenho a menor intenção de colocar minha segurança em risco, fui estudar. Definido primeiro objetivo: melhorar algo que para mim era importante e eu não fazia bem. Próximo passo: como fazer? No caso, era um curso de Apneia Survivor, com uma excelente profissional na área (sim, sempre busque se desenvolver com os melhores). Qual não foi minha surpresa que eu até que era boa “nessa coisa” de apneia? Território conquistado, novas metas traçadas.

Um parêntese: talvez aqui algumas pessoas estejam pensando: “Ah, você tem tempo!!”. Bom, meu dia também tem 24h (ah como eu queria que tivesse mais). Como não tem mais, bora ser produtivo e focado para poder “fazer caber”, ou seja, foco.

Próximos passos definidos com quando, onde, como, orientado para resultados … resumindo? Metas batidas: 1º lugar categoria dupla feminina -15m no 1º Petra Dive Games. Certificação AIDA nível 2 (abaixo dos -16m) com desafio para -20m. Agora falta retomar a apneia estática as ações já estão em curso também.

Deu medo? Sim!!! Fiquei nervosa? Muito, demais, de chegar a dar câimbra de tão nervosa. Deu certo? Muito. Quero mais? C-O-M–C-E-R-T-E-Z-A!!

A entrega é medida de comprometimento e as conquistas medidas da dedicação no rumo certo. Rumo certo é definido pelo seu desejo e seu plano.

Alguns podem estar pensando, no que isso tudo tem relação com ser coach? Tudo!! Ser coach é trabalhar com o desenvolvimento de pessoas, minha missão é poder auxiliar que cada um de meus clientes sejam o melhor que podem ser. Que possam ter uma carreira, uma vida mais plena. Que possam estar em equilíbrio e felizes. Clarificar o objetivo é o primeiro passo, e para isso se consulta as paixões e valores, para se traçar o rumo. Com o curso traçado, vamos para as ações.

Aquilo que alinha nosso coração e cérebro, está em nosso foco. Permite que todas nossas escolhas levem a ações em direção a este resultado desejado. O que ocorre? O resultado acontece!! Acontece e deixa gostinho de quero mais, para poder seguir evoluindo e ser o seu melhor.

E você, está vivendo sua melhor versão? Se não está, te convido a colocar seu potencial em ação e, se precisar de um auxílio… é só chamar  😉

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