O Que Você Quer Ser Quando Crescer

13 de agosto de 2010

Você sabia que os nossos talentos são constituídos das sinapses (*Sinapses* são as regiões de comunicação entre os neurônios ) que são feitas no nosso cérebro desde o momento em que nascemos?

Portanto, o contato com diversos tipos de estímulos e tão importante ainda quando somos pequenos e aquela profissão que dizemos “querer ser” quando criança pode estar nos dando pistas preciosas quanto aos talentos ou motivações que podem ser esquecidos com o passar dos anos.

Nas tribos indígenas, as pessoas mais velhas, experientes são responsáveis em identificar qual o tipo de talento há nas crianças e a partir daí ensiná-las seu ofício. Na nossa cultura, esses talentos as vezes são observados até pelos professores no jardim de infância, mas os pais de uma maneira geral não costumam dar muita importância a isso, porque as vezes não conseguem fazer um link do talento a uma atividade profissional (ou às vezes não considerar uma determinada atividade profissional). A mensagem que acho importante passar para os pais é que eles estimulem ainda mais aquilo que percebem uma facilidade e interesse maior nos filhos. E para aqueles que estão com os talentos adormecidos e estão buscando uma atividade que lhes traga maior satisfação professional, é importante refletir nas atividades e temas na qual teve maior facilidade quando criança, adolescente e também na fase adulta.

Uma vez que se consegue identificar uma paixão, um talento mais perto estará da realização profissional. Como disse o famoso cirurgiao plástico Ivo Pitanguy “É preciso procurar algo que una trabalho e prazer”.

A dúvida, incerteza dos tempos modernos faz com que muitas pessoas busquem a profissão somente pelo aspecto financeiro, mas isso pode ser uma cilada. O professor de Havard Mark Albion, autor de “making a live, making a living” pesquisou durante vinte anos 1.500 alunos recem formados em MBAs nas melhores escolas dos E.U.A.. Ele teve a preocupação em separar por grupos de pessoas que escolhiam o trabalho pelo fator salarial (83%) e aqueles que escolhiam algo que realmente gostavam (17%). Desses alunos, 101 se tornaram multimilionários, somente 1 do primeiro grupo. Não estou sugerindo que todas as pessoas que fazem o que amam se tornem ricas. Mas acho extramamente importante que as pessoas busquem, pesquisem modelos bem sucedidos dentro de sua area de atuação. Certamente aquele que investir em algo onde aplique seus talentos terá mais chances de se destacar na multidão como vem fazendo o heptacampeão de surfe Kelly Slater, e muitos outros profissionais que idependente de paradigmas buscaram o que realmente gostavam.

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