Tempo, tempo, tempo… Você corre atrás do quê?
8 de julho de 2010
A tecnologia nos trouxe inúmeras conseqüências ao modo como vivemos. Uma delas a questão do tempo, vivemos hoje conectados minuto a minuto em todas as coisas que acontecem, afinal são muitas coisas para nos manter conectados, é facebook, Orkut, twitter, Messenger e as distrações não param de aparecer.
O sociólogo Zigmund Bauman explica que na sociedade contemporânea somos treinados desde a infância a viver com pressa. Somos induzidos a acreditar que o mundo tornou-se um infinito de coisas a serem consumidas e aproveitadas. E arte de viver tornou-se encaixar o maior número de coisas e sensações no nosso dia. Esse ritmo abortou o que se chama de tempo livre, o tempo não preenchido pelo número de imagens, sons, gostos e sensações. Ficamos dependentes do estímulo externo, como celular, mensagens, e-mails, redes sociais…
O tempo não preenchido com esse número de atividades não é mais visto como um momento de auto-reflexão, questionamentos, conversa interna, é vista como tédio. Perdemos a capacidade de se auto-estimular e ter a liberdade de gastar tempo com os próprios pensamentos tão sonhados por nossos ancestrais.
O consumo é capaz de trazer uma satisfação momentânea que logo se dissipa à medida que novos estímulos de consumo são projetados.
Mas o que a maior parte das pessoas não sabe é correndo atrás de quê.
Eu na minha experiência de meditação encontrei momentos de contemplação da vida, onde é possível descansar a mente e conectar-me com a minha essência, dessa forma consigo perceber o que é realmente importante pra mim e o que é imposto por essa sociedade de consumo. Dessa forma cada vez mais percebo a importância das relações que não devem ser substituídas por encontros cibernéticos.
Enfim, acho que cada um deve encontrar uma maneira de encontrar-se consigo para alinhar o rumo do seu dia, ano, da sua vida, afinal de que adianta correr tanto se não sabe para onde está indo?














