Trabalho humano X máquina

Um assunto bastante debatido hoje é a questão de “robôs tomarão meu emprego” … inclusive é um bom debate de carreira: Como você se desenvolvendo para que seu trabalho não seja substituído por um robô?

O que será cada vez mais valorizado daqui para frente no mercado de trabalho e como fica o mercado?  Falando sobre carreira e futuro do trabalho, há uma tendência cada vez maior (conforme podemos ver na imagem abaixo) de aumento da automação dos postos de trabalhos.

Divisão de horas de trabalhadas Humanos X Máquinas

Rumo Desenvolvimento Humano

Diferente da 3ª Revolução Industrial onde se tem automação basicamente com robô “burro” como se diz; a 4ª Revolução traz a questão de inteligência aplicada. Ou seja, existe a aquisição de dados, análise dos mesmos e tomada de decisão por parte do robô, característica desta revolução.

Segundo o Fórum Econômico Mundial, temos uma mudança na taxa de automação. Em 2018 temos que 71% das horas trabalhadas foram realizadas por humanos e 29% sendo realizadas por máquinas. A previsão do Fórum Econômico Mundial é que para 2025 sejam 48% das horas sendo feitas por humanos e 52% das obras feitas com as máquinas. Muita gente olha isso e pode pensar então que é o fim emprego. Eu tenho uma visão um pouquinho diferente e baseado não no que acredito, mas baseado em outros dados, como, por exemplo, de que temos uma mudança no modo de trabalho, e no que é trabalho de fato.

Tudo aquilo que for atividade previsível e repetitiva, seja física ou mental, será automatizada, se é que já não foi. Estamos inclusive falando de automação em ambientes de escritórios e atividades menos físicas. É possível ver impacto por exemplo em redação em jornalismo, em redação de muitas questões ligadas à advocacia; em atendimentos de saúde como a parte automatizada. Isso sem falar nas opções de atendimento automatizado, seja via telefone ou chat. Então, tudo isso já faz parte da realidade, do nosso dia a dia, e em funções que antes não se imaginava que poderiam ter uma automação tão grande assim. Vai para o robô o que é automático e a parte do relacionamento e da criação fica com o humano, que pode dedicar mais tempo a isso.

Assim se coloca um outro desafio: o que que te faz único e o que você faz que agregar valor? O que ligado a criatividade, a relacionamento, bem como também aspectos muito demandados ligados a características cognitivas e emocionais, você tem em destaque? Por que isso?  Porque aquilo que é unicamente humano é o que vai ser cada vez mais valorizado … e também é desafiador desenvolver, pois não é apenas um treino simples, são habilidades complexas que precisam ser adquiridas por cada pessoa para se transformarem em competências. Coisas que não basta apenas “procurar no Google” ou ter um certificado, precisa de exposição, de vivência, de erros para poder acertar … o que você está fazendo hoje para ser melhor que um robô?

Obrigada por ler este artigo!!

Cibele Sanches

Multi especialista em RH e Especialista em 4ª Revolução Industrial

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