Você é elo mais fraco?

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Certo dia eu estava viajando de férias, e me foi dito que eu não poderia executar determinada atividade porque haviam outra pessoa do grupo que não conseguiria acompanhar, mesmo eu tendo me preparado e estando apta. Obvio que fiquei irritada, porque em minhas férias teria de deixar de fazer algo porque alguém não estava pronto quando o grupo inteiro estava preparado para uma condição que todos sabiam que enfrentariam!!! Enquanto lidava com minha irritação e negociava, eu comecei a pensar fora daquele cenário: sobre como se nivelam diversas atividades e situações no dia a dia, nas empresas, na família, na escola, na sociedade… Minha irritação virou tristeza. Por quê? Porque percebi (do tipo “caiu a ficha”) que se nivela o que se faz pelo elo mais fraco. Ok, eu talvez gere polêmica com o que vou contar aqui, apenas peço que você possa acompanhar o raciocínio e lembro que eu não sou dona da verdade, é apenas um ponto de vista visto de um ponto.

Quero trazer uma ideia que, na primeira vez que ouvi, há muitos anos, pensei “Não, não é bem assim”. O conceito é:

“Uma corrente tem a força de seu elo mais fraco.”

Não importa o quão forte ela seja, o tamanho, a solda os materiais que a corrente é feita … se houver um elo fraco, ela se rompe quando se atinge a resistência deste mais fraco e todos os demais elos tornam-se um “desperdício”. Desperdício no conceito de que se tem recurso e não se usa. Como na imagem que ilustra este artigo, não importa se praticamente todos os elos são de aço, é o clips que determina a força.

Por que eu acho isso triste? Porque me faz pensar o quanto praticamente tudo é nivelado pelos low performances, por quem tem baixo desempenho. Não se pode fazer mais porque tem gente que não acompanham, tem que levar mais tempo, porque não acompanham. Não se pode apresentar material em inglês na empresa porque, apesar de terem tido tempo de aprender, alguns (sim, somente alguns) não acompanham. Não se pode começar no horário a reunião, a aula, o trabalho porque alguém não chegou no horário (e incrivelmente costumam ser sempre os mesmos e com a mesma justificativa 🙂 ).

Se você chegou até aqui neste texto, muito provavelmente, das duas uma: ou está concordando ou está me odiando, achando que estou sendo radical, insensível ou coisa assim. Confesso que eu também achei durante muito tempo. Por isso fui conversar comigo mesma: “Mas, Cibele, as pessoas não nascem sabendo!!Tenha paciência!!”. Fato!! As pessoas não nascem sabendo. Mergulhei mais ainda na análise e fui ver no meu dia a dia de trabalho como esse elo mais fraco ocorria e porque ele ocorria (a boa e velha análise de causa raiz e dos “por quês?”).  Quando se analisa mais a fundo problemas em organizações, ou processos que existem nos diferentes grupos, observa-se que o elo mais fraco de fato, em muitas vezes, não sabe, falta habilidade, conhecimento … e quando se analisa um pouquinho mais a fundo … faz muito tempo que não sabe, não aprendeu com a experiência, no clássico: “não sei, não quero saber e tenho raiva de quem sabe”.  Mais ainda, dificilmente são as pessoas que estão buscando desenvolvimento, buscando aprender e ser melhor.

Tá, e porque não são os que estão aprendendo o elo mais fraco? Porque quem está se desenvolvendo não está passivo em uma situação. Se não sabe, busca a solução, corre atrás e se importa com as consequências, inclusive antecipado-as, para poder mitigar eventuais “falhas”. Diferente do elo mais fraco que não liga se der errado, pois não é problema dele, a parte dele ele fez (ou acha que fez).

Ficou mais clara a separação? Faz sentindo para você?

Daí eu segui pensando em outra questão, agora lembrando da teoria (e prática) das relações interpessoais: as relações existem porque as partes, bem ou mal, concordam em se relacionar. E aqui as perguntas difíceis:

 

O quanto quem correr atrás acaba aceitando ser nivelado por baixo?

O quando isso acaba desmotivando e impedindo o progresso maior do grupo?

Vamos resgatar um exemplo bem simples? Quem chega no horário para reunião, aulas e compromissos? Já ouviu: “ah, vamos esperar os atrasados!!!”. Quero fazer um convite a você:  “Não, não vamos!! Vamos começar no horário, vamos nivelar por cima e não por baixo!”. E vamos fazer isso para outras situações também!!

Faço esse convite: honre seu empenho, seu desenvolvimento, ajude na produtividade do seu grupo, da sociedade e vamos eliminar os elos mais fracos. Sim: eliminar!! Se você vê que alguém está sendo o elo mais fraco e você pode ajudar, convite para se fortalecer, se a pessoa não quiser, é escolha dela, assim como é escolha sua honrar o seu empenho. Talvez os elos fracos nem percebam que estão sendo excluídos de algumas correntes (lembra?! Eles não ligam!), talvez (e muito provavelmente) até fiquem felizes em poder estar em uma corrente da mesma força deles. E se perceberem que estão por fora do que queriam, daí pode ser que queiram se fortalecer, se não, enquanto isso, formam sua própria corrente, nivelada pelas suas próprias forças e que também é útil e não enfraquecem a de elos mais fortes. Quem está disposto a se desenvolver e trabalha nisso, nunca é um elo fraco … o resto … bom … o resto é seleção natural 😉

Obrigada por ter lido este artigo!! Sinta-se livre para comentar e compartilhar!!

Tenha um ótimo dia!!!

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Quem sou eu? Sou Cibele Sanches, atuo na Rumo Coaching & Consultoria. O que eu faço: ajudando profissionais seniores a resolverem problemas em seus trabalhos e em suas carreiras, para serem mais realizados profissional e pessoalmente, faço isso através de coaching e mentoria, usando meus mais de 16 anos de experiência com Recursos Humanos e desenvolvimento de pessoas, atuando em ambientes complexos e de mudanças em empresas multinacionais e nacionais. Sou formada em Psicologia e estudo coaching desde 2002 (sim, isso mesmo 🙂 )

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2 comentários sobre “Você é elo mais fraco?

    • rumocoaching disse:

      Ola Roseli,
      Muito obrigada pelo feedback e pela chamada a ação!!
      Isso mesmo, vamos subir a barra!!
      Uma ótima semana para você!!
      Cibele

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