Processo de coaching … furada ou trabalho sério? (Sim, o texto pode ser polêmico)

Eu havia dito para mim mesma que, tão cedo, não escreveria mais sobre coaching. Por que? Por causa da triste (para não dizer vergonhosa) banalização do método. Nos últimos dias sucessivas pessoas vieram conversar comigo sobre o que de fato é coaching e se serve para algo ou não. De tantas perguntas respondidas, pensei que valia a pena um artigo de esclarecimento. Antes de continuar, gostaria apenas de dizer que estudo coaching desde 2002 e trabalho com a técnica desde então, em diferentes ambientes, contando com diferentes estudos para suportar minha atuação.

Coaching não é algo novo. Na história recente, temos o termo no mundo dos esportes onde coach significa treinador. Treinador é um profissional que instrui e orienta atletas sobre técnicas e estratégias no referido esporte.

No mundo dos negócios, passou a ser encontrado a partir da metade do século XX. Inicialmente ligado a recuperação de desempenho (sim, você estar em um processo de coaching não era por um bom motivo na época). Com os resultados positivos alcançados com quem precisava recuperar performance, alguém pensou “e se usássemos isso com quem não é problema? ” E aí o coaching passou a ser utilizado como processo de melhoria e não de correção, onde temos hoje o coaching sendo um processo focado de melhoria acelerada, que extrai o melhor da pessoa. (Fonte: Morgam, Harkins & Goldsmith. The Art and Practice of Leadership Coaching, 2004).

Em tempo, sempre válido esclarecer: coach é o profissional que conduz o processo, coaching é o processo e coachee é o cliente do processo.

Vamos lá … o que não é coaching (pelo menos falando em processos sérios): palestra, autoajuda, um manual de como ter sucesso na vida, uma lista de respostas, simplesmente pensar positivo, exemplo de superação de dificuldades ou de alcance de sucesso, lição de moral, etc (já fica a dica de como escolher o profissional … ).

Processo de coaching começa por ser um processo e não apenas uma intervenção. Lembrando que processo (em linhas gerais) é uma ação continuada, com um início, meio e fim. Coaching é construção, ou seja, o foco está no cliente, não na história do profissional que o está atendendo. Ou seja, não é para fazer o cliente ficar igual ao coach. Ou fazer o cliente ficar igual a algum modelo arbitrariamente escolhido pelo profissional.

Coaching não se aplica para tratar emoções, situações passadas ou traumas, isso é do campo da terapia (vale procurar um bom psicólogo). Pois coaching não é terapia (mesmo que possa ser aplicado por profissional da psicologia). Também não é hipnose e reprogramação mental (mesmo que algumas ideias sejam mesmo mudadas), estes são outros métodos.

Coaching foca nas possibilidades presentes e futura. É totalmente direcionado a ação e tem um objetivo claro, definido e contratado no início do processo. O que determina o fim do processo é chegar neste objetivo e não um número “mágico” de sessões. Ainda: “Coaching destrava os potenciais da pessoa para maximizar seu crescimento” … frase não é minha é de John Whitmore (referência em coaching para melhorar desempenho) e é muito verdadeira. Um bom processo de coaching tem as técnicas escolhidas para o seu momento e seu objetivo (ou seja, foco em você, cliente) e não uma lista de ferramentas com ordem definida sem nem mesmo conhecer você e seu objetivo. Também não é simplesmente uma instrução de como desafiar seu meio independente das consequências …. Já vi isso acontecer em situações corporativas onde bons profissionais tiveram orientação de coach que não entendia como o mundo corporativo funciona e acabou prejudicando a imagem de bons profissionais frente a seus grupos. Coaching trabalha a auto responsabilização, ou seja, coloca o cliente no centro e mostra que seus resultados são frutos de suas ações … e por isso também estimula a ação.

Quando se precisa de processo de coaching? Não é porque apareceu um anúncio na sua linha de tempo na rede social, é quando você precisa de um apoio para tirar um objetivo seu do papel ou mesmo poder clarificar objetivo, como, por exemplo, próximos passos de carreira ou empreender. Também serve como apoio para desenvolvimento de liderança, melhoria de algum comportamento no seu trabalho (por exemplo: lidar melhor com pressão, aumentar desempenho, aprender a equilibrar cargas de demandas, posicionar-se melhor, entre outros).

Como escolher um profissional? Bom, minha dica é procure consistência, solides e fuja das receitas mágicas, da série de indicações de livros de autoajuda e do marketing digital. Procure profissionais que trabalhem com comportamento, converse com eles. Se você é do mundo corporativo, busque profissionais que tenham vivido neste mundo, eles terão maior facilidade em entender seus desafios bem como o cenário que você habita. Questione sobre como escolhem as ferramentas para o trabalho, como se formaram, como customizam o processo a sua demanda … você saberá separar se o foco está em você (cliente) ou no dito coach.

Espero que este texto tenho ajudado e eu desejo a você um ótimo desenvolvimento, independente da técnica que você escolher 😉

Cibele Sanches

Cibele - Rumo

Multi Especialista em RH e Especialista em 4ª Revolução Industrial

Eu não consigo!!!

Dos fatos interessantes do processo de coaching … um bom profissional de coaching precisa ter uma boa bagagem. Dentre diferentes motivos, para poder adaptar o plano a necessidade do cliente … muito diferente de ser um mero “aplicador de ferramentas” e um colecionador de frases de efeito. Precisa poder construir junto com o(a) seu(sua) cliente.

Em uma sessão sai com uma intervenção diferente e, com certeza, não planejada. No trabalho de clarificação e planejamento, a pessoa, depois de muito evoluir, “travou” e começou a dizer repetidamente “Não consigo! Não consigo! Não consigo! Não consigo!” … Dei o tempo a esta pessoa, para ela poder ouvir o eco da própria voz, enquanto provavelmente estava esperando eu dizer “você consegue, vamos lá …” e outras frases “manjadas”.

Eu saquei um dos post its que estávamos usando para organizar as ideias, escrevi nele e colei na parede, assim como as outras ideias que a pessoa estava me dizendo … escrevi com letra bem grande (e feia :o) ) e colei bem no meio de todas as ideias lindas. Fiquei olhando para a parede e disse “Pronto! Não consegue!”.

Bom … santo remédio … após uma cara de espanto … destravou na hora. Ver expresso o que estava dizendo para se limitar fez a pessoa ir até a parede, na mesma hora, e tirar com muita energia o tal post it e me disse “ISSO NÃO!!!” (Excelente!!!).

Terminamos o trabalho, tirei os post its da parede e entreguei a essa pessoa com a organização que fizemos, para que pudesse dar continuidade a suas ações. Olhei para o post it do “não consigo” que estava em cima da mesa, no meio de muitas canetinhas, folhas etc … Peguei na mão, olhei para ele, virei para a pessoa e disse com uma cara bem séria: “e este aqui, vai levar?”. Não levou um segundo a resposta: “NÃO, NÉ!!! Some com ele, isso não é comigo!!”.

Feliz com os resultados desta pessoa, com certeza descobriu que várias das limitações são ideais que acabamos repetindo a nós mesmos e que não ajudam em nada. Feliz por toda a produção que pode realizar e pelos resultados que está alcançando, parabéns!!!

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Quem sou eu? Sou Cibele Sanches, atuo na Rumo Coaching & Desenvolvimento, com desenvolvimento de pessoas e organizações, principalmente com questões ligadas ao futuro do trabalho. Como faço? Usando meus mais de 18 anos de experiência com Recursos Humanos e desenvolvimento de pessoas, atuando em ambientes complexos e de mudanças em empresas multinacionais e nacionais. Sou formada em Psicologia (UFRGS), com MBA em Gestão Empresarial (FGV), MBI em Indústria Avançada (FIESC/SENAI) (em curso), Formação em Dinâmica dos Grupos (SBDG) e estudo coaching desde 2002 (sim, isso mesmo 🙂 )

O que faço?

Eu trabalho com desenvolvimento de pessoas e organizações, ajudando a resolver problemas (e quem não tem problemas para resolver, não é?!).  Uso meus mais de 16 anos de experiência com gestão de pessoas em diferentes cenários de empresas como base para minha atuação. Quer saber como posso ajudar dentro do 3Es que comentei no artigo anterior? Vamos lá:

Para as empresas, ofereço, através da Rumo Coaching:

Workshops e treinamentos com temas de gestão de pessoas e liderança, com temáticas variadas e também inspirados em técnicas de coaching em grupo. Envolve estudo e um pouco de exposição, uma vez que tem bastante prática.

Avaliação de potencial e de perfil, baseados em entrevista comportamental, e ferramentas como o Coaching Assessment e DISC, que permitem conhecer as tipologias de comportamento,  fortalezas, pontos de atenção e como estes aspectos trabalham em conjunto. Envolve o autoconhecimento permitindo acelerar o desenvolvimento.

Avaliação 360º, muito utilizada para desenvolvimento de lideranças e de talentos dentro da empresa, uma vez que trabalha a percepção destes por diferentes pessoas de dentro da organização. Retrata o que o profissional demonstra, ou seja, como sua exposição é percebida pelos outros.

Coaching de carreira, que é um processo de melhoria focado e acelerado para desenvolvimento de competências. Envolve exposição, uma vez que estimula a prática e o entrar em ação, bem como trabalha o exemplo, através da modelagem de comportamentos.

Mentoria para desenvolvimento de líderes, acompanhamento próximo e focado em técnicas de gestão de pessoas e liderança, gerando feedbacks precisos e planos de ação adaptados para maior eficácia da gestão. Este é um caso clássico que representa do eixo do exemplo no desenvolvimento.

 

Para profissionais, atuo com as mesmas ofertas de serviços, personalizando para cada pessoa, a saber:

Desenvolvimento pessoal, através de Coaching, para identificar e desenvolver para próximos níveis de carreira, bem como para resolver problemas no ambiente de trabalho … como aquele tipo de situação de impasse que sempre te deixa desconfortável … temos como trabalhar nisso através desta metodologia de melhoria focada e acelerada, baseado em conversas orientadas, ferramentas específicas e ações entre as sessões. Coaching realizado de forma remota, ou seja, sem tempo gasto em deslocamento e todo tempo investido no seu desenvolvimento. Em relação aos eixos do desenvolvimento, está ligado a exposição, uma vez que estimula a prática e o entrar em ação, bem como trabalha o exemplo, através da modelagem de comportamentos.

Autoconhecimento, através de ferramentas como o Coaching Assessment e DISC, que permitem conhecer as tipologias de comportamento,  fortalezas, pontos de atenção e como estes aspectos trabalham em conjunto. Envolve o autoconhecimento permitindo acelerar o desenvolvimento.

Desenvolvimento profissional, através de avaliação 360º de mais de 15 aspectos de seu comportamento e avaliado por diferentes pessoas de sua convivência no trabalho. Evidencia como você é percebido, ou seja, o impacto nos outros de sua exposição.

Qualificação, através de treinamentos e workshops presenciais e on line sobre diferentes temas de gestão de pessoas e liderança. Envolve estudo e um pouco de exposição, uma vez que tem bastante prática.

 

Muito obrigada por ter lido este artigo 😉

PS:  Se você não viu o artigo que falo sobre desenvolvimento e os 3Es, sinta-se à vontade de seguir com a leitura neste outro artigo 😉 .

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Quem sou eu? Sou Cibele Sanches, atuo na Rumo Coaching & Consultoria. Como faço? Usando meus mais de 16 anos de experiência com Recursos Humanos e desenvolvimento de pessoas, atuando em ambientes complexos e de mudanças em empresas multinacionais e nacionais. Sou formada em Psicologia (UFRGS), com MBA em Gestão Empresarial (FGV), Formação em Dinâmica dos Grupos (SBDG) e estudo coaching desde 2002 (sim, isso mesmo  )

 

Você pode conhecer mais sobre meu trabalho em meus canais, seja em vídeos ou em meus artigos ou mesmo os feedbacks dos clientes da Rumo.

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O quebra cabeça do desenvolvimento

Faz muito tempo que trabalho com pessoas e sempre com a missão de apoiar a evolução de cada um, independente da função formal que eu desempenhasse.

Uma coisa bacana de trabalhar com adultos, é porque eles se desenvolvem porque querem, ou seja, se não querem … nem adianta tentar … agora … quando querem, quando precisam …. então se empenham e entregam ótimos resultados!!

É muito comum desenvolvimento ser tratado como sinônimo de treinamento, sendo que treinamento é treinar (obvio!!) que é “torna alguém capaz de desenvolver algo, através de orientação ou instrução; formação”. Ou seja, ele é um processo de aprendizagem.

Mas então, o que é o tal do desenvolvimento? Desenvolvimento: “Ação de crescer ou progredir; progresso”.

Desenvolvimento é um processo mais global e sistêmico e que não envolve somente instrução (a popular sala de aula ou leitura de um manual). Ele envolve competência, ou seja, saber (conhecimento), saber fazer (habilidade) e querer fazer (atitude). Se tratarmos da definição mais moderna de competência, ainda temos a questão de como fazer (valores) e a ética.

Tá, e como se trabalham estes 5 fatores se a sala de aula e a leitura do manual não é solução para tudo? Você já ouviu falar do princípio dos 3Es ou do 10-20-70? Talvez eu chova no molhado, e vou correr o risco mesmo assim para poder explicar. São duas formas de tratar o mesmo quesito: o desenvolvimento.

Os 3Es são:

Estudo

Exemplo

Exposição

 

Ou também podem ser representados pelo conceito do 10-20-70.

A saber:

10% do que aprendemos, aprendemos pelo estudo formal (cursos, treinamentos, livros, palestras …)

20% do que aprendemos, é pelo exemplo, é o aprender através de outros. Então aqui entra a mentoria, não necessariamente um programa formal, mas você ter um exemplo a ser seguido e também o coaching, através de modelagem de comportamentos. Quem te inspira no quesito que você quer se desenvolver? Quem é referência? Aqui entra a criatividade também, porque você pode modelar o exemplo de alguém que você não conhece pessoalmente. Vou contar um caso: estava definindo com um cliente pessoas nas quais ele podia se espelhar para seu desenvolvimento, cumprindo esta parte dos 20%. Ele citou Steve Jobs. Perfeito!! Missão dele: descobrir o que Steve Jobs fez para poder aprender os “truques” e se pergunta “O que Steve Jobs faria?” para ajudar a encontrar seu modelo de atuação e aprender com isso. Claro que pode ser alguém mais próximo também, um colega do trabalho, um cliente, uma pessoa da família que seja boa naquilo que você está querendo se desenvolver. Observe e converse com esta pessoa e veja como ela faz o que faz. Diga o que você faz e peça a opinião dela (lembre-se quando pedimos feedback, temos que aceitar, mesmo que eventualmente não se concorde naquele primeiro momento. É importante ter em mente que você está conversando com alguém que você escolheu como referência, a análise desta pessoa pode te ajudar muito 😉 ). Lembre-se: beba nas fontes certas 😉 . Aqui vale lembrar o ditado “diga-me com quem andas ….”

70% é exposição, é prática, é como você coloca no mundo real o que aprendeu através do aprendizado formal e dos modelos. E aqueles que você escolhe como modelos/mentores nos 20% também te ajudam no processo de análise e correção de rota do que você está colocando em prática. É a hora de exercitar as novas musculaturas.

Perder de vista que nem tudo é sala de aula é um dos motivos pelos quais muitos programas de treinamento são avaliados como de baixa retenção ou melhoria … é … você pegou o ponto, um programa de treinamento por si só, vê somente o estudo, os 10% do processo de desenvolvimento.

Ah, mas é muito mais fácil sentar numa sala de aula e ficar lá só ouvido, principalmente se puder ficar sem falar nada e fazer nada … bem passivo … com certeza tende a ser muito mais fácil, a questão é … isso é efetivo? Sabe, não é tão difícil assim ver os outros “90%” da história. Basta se perguntar 2 coisinhas:

– Quem pode me ajudar/quem é meu modelo neste assunto?

– Como e quando vou aplicar isso no mundo real?

Pronto, você começou a dar conta dos outros 90%.  É no mundo real, na prática, na ação que ocorrer a transformação e a evolução de fato.

Ah, e se não der certo? Ok, pode acontecer, até porque, só erra quem tenta. E, se não deu certo, é só analisar o que deu errado, corrigir e agir novamente … a boa e velha melhoria continua!!! Então fica sempre o convite de entrar em ação, pois uma ideia que não sai da cabeça … é a mesma coisa que não ter tido a ideia.

Muito obrigada por ter lido este artigo 😉

PS:  Se você ficou curioso e que saber como eu trabalho estes pontos com meus diferentes clientes, sinta-se à vontade de seguir com a leitura neste outro artigo 😉 .

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Quem sou eu? Sou Cibele Sanches, atuo na Rumo Coaching & Consultoria. O que eu faço? Você pode ver neste outro artigo. Como faço? Usando meus mais de 16 anos de experiência com Recursos Humanos e desenvolvimento de pessoas, atuando em ambientes complexos e de mudanças em empresas multinacionais e nacionais. Sou formada em Psicologia (UFRGS), com MBA em Gestão Empresarial (FGV), Formação em Dinâmica dos Grupos (SBDG) e estudo coaching desde 2002 (sim, isso mesmo  🙂 )

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Você é elo mais fraco?

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Certo dia eu estava viajando de férias, e me foi dito que eu não poderia executar determinada atividade porque haviam outra pessoa do grupo que não conseguiria acompanhar, mesmo eu tendo me preparado e estando apta. Obvio que fiquei irritada, porque em minhas férias teria de deixar de fazer algo porque alguém não estava pronto quando o grupo inteiro estava preparado para uma condição que todos sabiam que enfrentariam!!! Enquanto lidava com minha irritação e negociava, eu comecei a pensar fora daquele cenário: sobre como se nivelam diversas atividades e situações no dia a dia, nas empresas, na família, na escola, na sociedade… Minha irritação virou tristeza. Por quê? Porque percebi (do tipo “caiu a ficha”) que se nivela o que se faz pelo elo mais fraco. Ok, eu talvez gere polêmica com o que vou contar aqui, apenas peço que você possa acompanhar o raciocínio e lembro que eu não sou dona da verdade, é apenas um ponto de vista visto de um ponto.

Quero trazer uma ideia que, na primeira vez que ouvi, há muitos anos, pensei “Não, não é bem assim”. O conceito é:

“Uma corrente tem a força de seu elo mais fraco.”

Não importa o quão forte ela seja, o tamanho, a solda os materiais que a corrente é feita … se houver um elo fraco, ela se rompe quando se atinge a resistência deste mais fraco e todos os demais elos tornam-se um “desperdício”. Desperdício no conceito de que se tem recurso e não se usa. Como na imagem que ilustra este artigo, não importa se praticamente todos os elos são de aço, é o clips que determina a força.

Por que eu acho isso triste? Porque me faz pensar o quanto praticamente tudo é nivelado pelos low performances, por quem tem baixo desempenho. Não se pode fazer mais porque tem gente que não acompanham, tem que levar mais tempo, porque não acompanham. Não se pode apresentar material em inglês na empresa porque, apesar de terem tido tempo de aprender, alguns (sim, somente alguns) não acompanham. Não se pode começar no horário a reunião, a aula, o trabalho porque alguém não chegou no horário (e incrivelmente costumam ser sempre os mesmos e com a mesma justificativa 🙂 ).

Se você chegou até aqui neste texto, muito provavelmente, das duas uma: ou está concordando ou está me odiando, achando que estou sendo radical, insensível ou coisa assim. Confesso que eu também achei durante muito tempo. Por isso fui conversar comigo mesma: “Mas, Cibele, as pessoas não nascem sabendo!!Tenha paciência!!”. Fato!! As pessoas não nascem sabendo. Mergulhei mais ainda na análise e fui ver no meu dia a dia de trabalho como esse elo mais fraco ocorria e porque ele ocorria (a boa e velha análise de causa raiz e dos “por quês?”).  Quando se analisa mais a fundo problemas em organizações, ou processos que existem nos diferentes grupos, observa-se que o elo mais fraco de fato, em muitas vezes, não sabe, falta habilidade, conhecimento … e quando se analisa um pouquinho mais a fundo … faz muito tempo que não sabe, não aprendeu com a experiência, no clássico: “não sei, não quero saber e tenho raiva de quem sabe”.  Mais ainda, dificilmente são as pessoas que estão buscando desenvolvimento, buscando aprender e ser melhor.

Tá, e porque não são os que estão aprendendo o elo mais fraco? Porque quem está se desenvolvendo não está passivo em uma situação. Se não sabe, busca a solução, corre atrás e se importa com as consequências, inclusive antecipado-as, para poder mitigar eventuais “falhas”. Diferente do elo mais fraco que não liga se der errado, pois não é problema dele, a parte dele ele fez (ou acha que fez).

Ficou mais clara a separação? Faz sentindo para você?

Daí eu segui pensando em outra questão, agora lembrando da teoria (e prática) das relações interpessoais: as relações existem porque as partes, bem ou mal, concordam em se relacionar. E aqui as perguntas difíceis:

 

O quanto quem correr atrás acaba aceitando ser nivelado por baixo?

O quando isso acaba desmotivando e impedindo o progresso maior do grupo?

Vamos resgatar um exemplo bem simples? Quem chega no horário para reunião, aulas e compromissos? Já ouviu: “ah, vamos esperar os atrasados!!!”. Quero fazer um convite a você:  “Não, não vamos!! Vamos começar no horário, vamos nivelar por cima e não por baixo!”. E vamos fazer isso para outras situações também!!

Faço esse convite: honre seu empenho, seu desenvolvimento, ajude na produtividade do seu grupo, da sociedade e vamos eliminar os elos mais fracos. Sim: eliminar!! Se você vê que alguém está sendo o elo mais fraco e você pode ajudar, convite para se fortalecer, se a pessoa não quiser, é escolha dela, assim como é escolha sua honrar o seu empenho. Talvez os elos fracos nem percebam que estão sendo excluídos de algumas correntes (lembra?! Eles não ligam!), talvez (e muito provavelmente) até fiquem felizes em poder estar em uma corrente da mesma força deles. E se perceberem que estão por fora do que queriam, daí pode ser que queiram se fortalecer, se não, enquanto isso, formam sua própria corrente, nivelada pelas suas próprias forças e que também é útil e não enfraquecem a de elos mais fortes. Quem está disposto a se desenvolver e trabalha nisso, nunca é um elo fraco … o resto … bom … o resto é seleção natural 😉

Obrigada por ter lido este artigo!! Sinta-se livre para comentar e compartilhar!!

Tenha um ótimo dia!!!

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Já é 2017!!! O que você vai realizar?

Feliz 2017!!!!! Que este ano seja cheio de realizações!!

E, para realizações … é preciso ter objetivos!!

E você … já fez seu planejamento?

Mas …. Por que é importante ter metas? Essa é simples de responder, porque ter claro o que se deseja, sua linha de chegada lhe ajuda a tomar melhores decisões em seu dia a dia.

Ter objetivos definidos, claros e ter eles presentes (ou seja, lembrar deles constantemente) fazem com que suas escolhas sejam mais fáceis de serem feitas. E quando se sabe O QUE se quer fazer, o COMO aparece. Não acredita?! Não tem problema … teste!!  🙂

Quando se estuda pessoas que tiveram grandes realizações, observa-se que elas não foram por acaso, elas tinham propósito, elas sonharam, desejaram e transformaram em objetivo para então colocar em ação.

Poderia passar muito tempo aqui defendendo o porquê do estabelecimento de objetivos, mas isso você já deve ter visto bastante por aí e quero poder ajudar. Como? Tenho duas dicas de planejamento.

Defina, para este ano, o que você quer:

  • Ter
  • Fazer
  • Ser

Simples assim!!

Não importa o tamanho da meta, se ela é importante para você, ela vale a pena. Defina o que você quer e visualize o que você ganhará com isso, como você vai se sentir … isso te dará uma motivação extra para chegar lá.

Se ainda precisar de um “empurrãozinho”, confira as entrevistas que dei sobre o tema:

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Como Tirar Planos do Papel – Jornal do Almoço – RBS TV

Saiba como planejar o ano – SBT & Você especial de final de ano

Você quer mais material? Material mais profundo? Dá uma olhadinha no que preparei sobre planejamento pessoal? Clique aqui e acesse!!

Pois você já sabe, já é 2017!!! Não deixe ele ao acaso ou sob a força das circunstâncias, defina você o que você quer antes que alguém faça por você e você não goste 😉

Lembre-se: quem tem clareza, realiza!!

Um ótimo 2017 para você!!

E obrigada por acompanhar meu trabalho 😉

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Rumoletter - NOTÍCIAS E INFORMAÇÕES COM FOCO EM VOCÊ!!!

Rumoletter – Setembro 2016

 

Setembro começa com a estreia Da Rumoletter, notícias e informações com foco em você!!!

As últimas semanas têm sido bastante atribuladas, com muitas movimentações políticas e econômicas, inclusive com os primeiros sinais de estabilização da economia e números sendo revisitados com prognostico mais positivo (ou, pelo menos, menos negativo).

Esse cenário todo impacta diretamente o mercado de trabalho e, junto com isso, existem muitas movimentações profissionais, sejam em função de reduções em empresas, ou mesmo novas colocações em função do momento econômico, pois sempre existem oportunidades. Veja aqui alguns dados de mercado sobre novas oportunidades.

E aqui alguns indicadores econômicos. Ainda há retração, mas sinais de reação já estão sendo percebidos.

 

E o que isso tem relação com carreira? Muito, estar pronto para o mercado e alinhado com o que te faz feliz permite maior realização profissional.

E no que a Rumo Coaching pode te ajudar? Como especialista em atendimento à distância e com foco na realização profissional dos clientes, tivemos diversos materiais liberados nestas últimas semanas, todos pensando no seu desenvolvimento, em como auxiliar você a ser a sua melhor versão.

Além do novo site que já está no ar cheio de informações e conteúdo para você, tivemos também reflexões e insights sobre:

 

Você já parou para pensar nas histórias que quer contar? Vamos refletir juntos?! Veja aqui o que preparei para você!

Outro tema muito especial foi sobre feedback … você tem medo do feedback? Veja aqui mais sobre esse tema tão impactante em nosso dia a dia.

 

Também consegui traduzir alguns pontos críticos que meus clientes trazem durante seu processo de desenvolvimento, alguns que eles nem tinham ciência. Será que você também passa pelo mesmo que eles? De uma olhada nestes relatos.

2 coisas que podem estar faltando em você e que atrapalham sua carreira

 

 

10 fatos sobre coaching que sempre surpreendem

 

Por final, mas não menos importante, em comemoração ao 1 ano da Rumo Coaching & Consultoria, quem ganha o presente é você. Receba em seu email nossa Trilha de Autocoaching de Realização Profissional, é só clicar aqui.

 

Aproveite este mês que se inicia e se permita aceitar o desafio de ser sua melhor versão, de se realizar naquilo que você faz.

 

Acompanhe a Rumo no seu canal preferido, ou peça para receber a próxima Rumoletter em seu email.

 

Obrigado e um ótimo Setembro para você!!

 

Cibele Sanches

Coach de Realização Profissional|Mentora de coaches|Consultora de gestão de pessoas| Especialista em Atendimento Remoto

cibele@rumocoaching.com.br

rumocoaching@gmail.com

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Grupo:Realização Profissional – trabalho que completa

5 Motivos para fazer mentoria e 4 características para potencializá-la

Primeiramente, vamos definir o que é mentoria:

Mentoria é um processo de apoio e inspiração onde um profissional com mais experiência em determinada área, suporta outros profissionais em seu desenvolvimento, em sua atuação.

Por que mentoria é importante? Aqui 5 motivos (entre tantos) para fazer:

  • acelera seu desenvolvimento
  • diminui seus erros
  • te dá mais segurança
  • melhorar resultados para seus clientes
  • aprendizado focado em sua prática

Outros 2 pontos críticos quando se fala em mentoria estão ligados a como escolher o mentor. Além de verificar se a experiência que ele tem é algo que agrega valor para o seu desenvolvimento, existe um outro item também importante: empatia. A empatia facilitará a conversa e também as perguntas difíceis que você tem que fazer, bem como o que você ouvirá.
Sabe quais outros dois aspectos crítico em uma relação de mentoria? Abertura para o novo e preparação. De nada adianta estar em uma mentoria se você não estiver disposto a se repensar e a se preparar para suas sessões.
Lembre-se:

  • 10% do que aprendemos são pelos livros, cursos, palestras, etc
  • 20% é por coaching e mentoria,
  • 70% é vivenciando ... ou seja, a mudança ocorre no mundo da ação!!

Ah, se você não é Coach, não precisa continuar lendo. Já se por um acaso você que lê este artigo for Coach em início de carreira ... a Rumo Coaching & Consultoria tem um programa de mentoria “De Frente com o Coachee”, para auxiliar os coaches a serem seguros em suas atuações e não temerem o próximo passo.

Saiba mais aqui.

___________

Eu, Cibele Sanches (cibele@rumocoaching.com.br), sou Coach de Realização Profissional, Mentora de coaches e Consultora em Gestão de Pessoas. Fundei a Rumo Coaching & Consultoria com a missão de transformando pessoas e carreiras.
(Quer receber os conteúdos e novidades da Rumo Coaching? Clique aqui)

O tamanho único do desenvolvimento

O tamanho único do desenvolvimento

Quando observo as ofertas que existem no mercado em relação a qualificações, soluções, desenvolvimento entre outros, vejo muito essa estratégia do “one size fits all”, ou seja, do tamanho único, de um tamanho serve para todos.

Pegando um exemplo, um dia destes eu fui comprar uma meia. Quando eu fui pegar a meia, dizia que ela servia do número 34 ao 39 … tem bastante diferença de um número para o outros, mas, enfim, era a oferta que eu tinha, não é comum se encontrar meia para o tamanho exato do pé. E eu fico muito curiosa quando eu vejo esta mesma estratégia ou mesmo inferior do que essa colocada para qualificação. Quantas ofertas você vê de qualificação, de desenvolvimento e até mesmo coaching de “atendo tudo”, faço de tudo, resolvo tudo?  Curso que atende de estagiário a diretor, qualificação especiais para profissionais com ou sem experiência, 7 passos para qualquer um resolver todos os seus problemas ….

Até se encontra efetividade nestas ações, porque o desenvolvimento é uma ação interna de cada pessoa e não exterior, então é aquilo que eu tenho dentro de mim que eu trabalho e coloco para fora em forma de ação, isso sim é único. Agora imagina se você tiver um processo que trabalha sua exclusividade, aquilo que você realmente necessita?!

E porque muita gente cai nessa estratégia de “serve para todo mundo”, “serve para todos os tamanhos”? Minha hipótese, e aqui é uma hipótese, me permita estar errada, é de que, não se sabe o que se quer, não se tem claro qual é seu objetivo, qual o seu desejo. Usando o velho ditado … quando não se sabe para onde quer ir, qualquer caminho serve. É feita uma opção de se colocar em ação como mero recurso para se colocar ocupado e não necessariamente produzindo. Para “dizer que está fazendo” ou mesmo para achar por tentativa e erro, pois uma hora acerta.

O tamanho único do desenvolvimento

Para ilustrar, a ideia de “um tamanho serve para qualquer um”, é a estratégia deste produto da foto a cima. Para quem não está reconhecendo, é a boa e velha palha de aço, também conhecida como Bombril que, como diz o slogan, tem mil e uma utilidades. E mesmo o Bombril, com suas mil e uma utilidades, não serve para tudo. Então, por que seu desenvolvimento serviria em qualquer lugar? Para pensar … 😉

O tamanho único do desenvolvimento

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Eu, Cibele Sanches (cibele@rumocoaching.com.br), sou Coach de realização profissional, Mentora de coaches e Consultora em Gestão de Pessoas. Fundei a Rumo Coaching & Consultoria com a missão de desenvolver e transformar pessoas e carreiras.

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